Visto de Trabalho para Cônjuge no Canadá: Como Funcionam as Regras para Acompanhantes de Estudantes

Faço Seu Visto · 5 de novembro de 2026

Visto de Trabalho para Cônjuge no Canadá: Como Funcionam as Regras para Acompanhantes de Estudantes

O Canadá segue sendo um dos destinos mais procurados por brasileiros que sonham em estudar, trabalhar e construir uma vida no exterior. No entanto, o cenário migratório canadense passou por reformulações significativas com o objetivo de equilibrar o volume de residentes temporários no país. Entre os pontos de maior atenção para quem planeja viajar em família está a concessão da Permissão de Trabalho Aberta para Cônjuges (Spousal Open Work Permit - SOWP).

Durante anos, a estratégia clássica adotada por muitos casais brasileiros envolvia a matrícula de um dos parceiros em um curso universitário ou técnico (college), enquanto o outro solicitava uma permissão de trabalho irrestrita para custear as despesas no país. Atualmente, o Departamento de Imigração, Refugiados e Cidadania do Canadá (IRCC) adota critérios bem mais seletivos para a concessão dessa modalidade.

A seguir, explicamos em detalhes como funciona a elegibilidade atual para o visto de trabalho de cônjuges e o que você precisa considerar no seu planejamento familiar.


Quem ainda tem direito ao visto de trabalho aberto (SOWP)?

A regra geral consolidada pelo governo canadense restringe a autorização de trabalho aberta apenas aos dependentes de estudantes matriculados em programas de pós-graduação de nível avançado ou cursos profissionais de alta demanda.

Hoje, os cônjuges ou parceiros em união estável são elegíveis para a SOWP se o estudante principal estiver matriculado em:

Cônjuges de alunos matriculados em cursos de graduação regular (bachelor’s degree), diplomas técnicos e cursos de certificação em faculdades públicas ou privadas não têm mais acesso automático a essa permissão de trabalho.


O impacto prático no planejamento financeiro de casais brasileiros

Para muitas famílias no Brasil, o trabalho do cônjuge era o pilar de sustentação das despesas cotidianas, como aluguel, alimentação e transporte, aliviando o custo das mensalidades escolares pagas pelo estudante principal.

Com os critérios vigentes, o impacto direto dessa política inclui:


Alternativas para o cônjuge que não se enquadra na regra

Se o estudante principal estiver matriculado em um curso que não confere direito automático ao SOWP, o parceiro não precisa necessariamente ficar no Brasil. Existem vias legais alternativas, cada uma com seus próprios requisitos:


Requisitos documentais e comprovação de elegibilidade

A análise consular tornou-se consideravelmente mais detalhada. Ao submeter o pedido de visto de estudante em conjunto com a solicitação do cônjuge, a aplicação deve conter comprovações incontestáveis:

Submeter uma solicitação sem observar esses critérios técnicos pode resultar na recusa sumária da permissão de trabalho do acompanhante, gerando atrasos e prejuízos no cronograma de viagem.


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