Proposta nos EUA quer criar taxa de US$ 70 mil para estágio pós-formatura do Visto F-1: Entenda o impacto

Faço Seu Visto · 19 de outubro de 2026

Proposta nos EUA quer criar taxa de US$ 70 mil para estágio pós-formatura do Visto F-1: Entenda o impacto

Uma proposta regulatória publicada pelo Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS) está gerando intensa repercussão no meio acadêmico e no mercado de imigração internacional. A medida sugere instituir taxas para a concessão do Optional Practical Training (OPT), a autorização temporária de trabalho concedida a estudantes estrangeiros portadores do visto F-1 que concluem seus estudos em universidades norte-americanas.

Para a comunidade de brasileiros que estuda ou planeja realizar graduação, mestrado ou doutorado nos EUA, a novidade acende um sinal de atenção sobre os caminhos de inserção no mercado de trabalho americano após a formatura.

Entenda a proposta do DHS para o programa OPT

O Optional Practical Training (OPT) é uma das etapas mais estratégicas para quem cursa o ensino superior nos Estados Unidos com o visto F-1. Ele permite que o aluno internacional trabalhe legalmente no país por até 12 meses em sua área de formação. Além disso, estudantes formados nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM) podem solicitar uma extensão por mais 24 meses, totalizando até três anos de experiência profissional qualificada.

Historicamente, o OPT é utilizado por milhares de alunos como uma ponte essencial entre a vida acadêmica e o mercado corporativo americano, servindo frequentemente de degrau para a obtenção de vistos de trabalho de longo prazo, como o H-1B.

A proposta do governo norte-americano visa exigir que as instituições de ensino efetuem o pagamento de altas taxas antes que os responsáveis acadêmicos recomendem o estudante para o programa no sistema federal. O argumento central apresentado pelo DHS é o aumento do controle sobre a concessão de licenças temporárias, o combate a potenciais fraudes e o fortalecimento do mercado de trabalho para cidadãos norte-americanos.

Quais são os valores propostos e como funcionaria a cobrança?

A norma submetida à consulta pública no Federal Register sugere os seguintes encargos:

Pelo texto da regulamentação, o pagamento ficaria formalmente sob responsabilidade das instituições de ensino certificadas pelo Student and Exchange Visitor Program (SEVP) antes que o oficial da universidade (DSO) emita a recomendação no sistema SEVIS. Contudo, a própria proposta reconhece que as universidades poderão repassar essa obrigação financeira diretamente aos estudantes internacionais ou às empresas que desejarem contratá-los.

Vale ressaltar que essas somas seriam totalmente separadas das taxas tradicionais do formulário I-765 cobradas pelo USCIS no pedido do documento de autorização de trabalho (EAD).

Quem deve arcar com os custos e o impacto prático

Caso venha a ser aprovada nos moldes atuais, a medida trará mudanças significativas na dinâmica entre alunos, universidades e empregadores:

Status atual: O que muda agora para os estudantes brasileiros?

É fundamental esclarecer que este texto regulatório é um Notice of Proposed Rulemaking (NPRM), ou seja, uma proposta em fase de consulta pública. A regra NÃO entrou em vigor e não há cobrança desses valores atualmente.

Enquanto o trâmite do processo regulatório federal prossegue e as manifestações do público e de entidades educacionais são analisadas, nada muda nos procedimentos vigentes.

Para os brasileiros atualmente matriculados ou em fase de aplicação para o OPT:

Dicas para quem planeja estudar nos Estados Unidos

Para gerenciar este período de transição sem sobressaltos, acompanhe as orientações recomendadas:


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