Proposta dos EUA Quer Cobrar US$ 70 Mil por Permissão de Trabalho de Estudantes: Entenda os Impactos para Brasileiros
Faço Seu Visto · 7 de novembro de 2026
Proposta dos EUA Quer Cobrar US$ 70 Mil por Permissão de Trabalho de Estudantes: Entenda os Impactos para Brasileiros
O cenário da imigração acadêmica e profissional nos Estados Unidos vive momentos de atenção e debate. Em outubro de 2026, o Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS) apresentou uma proposta regulatória que prevê a criação de uma taxa de US$ 70 mil para a primeira recomendação de autorização de trabalho no programa Optional Practical Training (OPT), voltado a estudantes portadores do visto F-1.
Além da quantia inicial, o texto sugere uma cobrança adicional de US$ 30 mil para recomendações subsequentes, como a extensão STEM OPT — concedida a graduados nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática. Se aprovada na totalidade, a medida poderá gerar um custo acumulado de até US$ 100 mil por estudante ao longo de sua permanência profissional pós-acadêmica nos Estados Unidos.
A notícia repercute intensamente entre estudantes e profissionais brasileiros que enxergam na formação universitária em solo americano a principal porta de entrada para construir uma carreira internacional.
Entenda a proposta de taxa para o OPT no Visto F-1
O Optional Practical Training (OPT) é o recurso regulamentar que permite a estudantes internacionais com visto F-1 trabalhar temporariamente em funções ligadas à sua área de formação por até 12 meses após a conclusão do curso (ou até 36 meses para áreas STEM).
Atualmente, o processo de solicitação da autorização de trabalho (por meio do formulário I-765 junto ao USCIS) envolve apenas taxas de processamento administrativo em valores significativamente menores, na casa de poucas centenas de dólares.
A nova proposta apresentada pelo DHS altera profundamente essa dinâmica:
- Taxa inicial de US$ 70 mil: cobrada na primeira vez em que a instituição de ensino recomendar o aluno para o OPT em seu registro no sistema SEVIS.
- Taxa de US$ 30 mil para extensões: exigida a cada nova recomendação posterior, incluindo a prorrogação para cursos da área STEM.
- Cobrança direcionada às instituições: formalmente, o recolhimento da taxa caberia à universidade ou faculdade certificada pelo programa SEVP antes da emissão da recomendação no sistema.
- Possibilidade de repasse: o próprio DHS prevê no documento regulatório que as universidades poderão repassar o custo aos estudantes estrangeiros, às empresas contratantes ou diluir os montantes entre os custos acadêmicos gerais.
O argumento oficial do governo norte-americano para a proposta foca no combate a fraudes, no fortalecimento da integridade do sistema migratório e na proteção de empregos para trabalhadores locais.
Qual é a situação atual da medida em 2026?
É fundamental destacar que o documento publicado no Federal Register é um aviso de proposta de regulamentação (Notice of Proposed Rulemaking). Portanto, a cobrança não está em vigor e não produz efeitos imediatos sobre quem já possui a concessão do OPT ou solicitou o benefício.
O rito regulatório abriu prazo para consulta pública a fim de receber manifestações da sociedade, universidades e entidades do setor antes de qualquer decisão final.
Especialistas do setor imigratório apontam que, caso o governo decida avançar com uma regra definitiva contendo esses valores, a medida provavelmente enfrentará contestação judicial nos tribunais americanos por parte de redes universitárias e associações de ensino superior.
O impacto prático para os brasileiros que buscam os EUA
Para a comunidade de estudantes e profissionais brasileiros, a proposta traz desdobramentos importantes no planejamento de longo prazo:
- Necessidade de maior reserva financeira: caso as instituições venham a repassar os custos, o investimento total para estagiar e trabalhar nos EUA após a faculdade aumentará de forma substancial.
- Mudança na atratividade de recém-formados: se a despesa for assumida pelas empresas contratantes, empregadores podem se tornar mais seletivos ao contratar graduados estrangeiros recém-saídos das universidades.
- Revisão da transição para vistos de trabalho: como o OPT é tradicionalmente o caminho intermediário para visto de trabalho H-1B ou categorias de residência com base em qualificações profissionais, qualquer entrave no OPT exige estratégias migratórias mais antecipadas e diversificadas.
O que fazer se você planeja estudar e trabalhar nos EUA?
Mesmo diante de debates regulatórios, o planejamento acadêmico e profissional não precisa ser paralisado, mas sim conduzido com estratégia:
- **Mantenha o