Novo fluxo do passaporte brasileiro no exterior em 2026: saiba o que muda nos prazos e valores

Faço Seu Visto · 2 de setembro de 2026

Novo fluxo do passaporte brasileiro no exterior em 2026: saiba o que muda nos prazos e valores

Para quem vive ou viaja fora do Brasil, manter a documentação de viagem em dia é um requisito fundamental. Em setembro de 2026, os brasileiros que residem no exterior devem ficar atentos a uma reestruturação profunda que o Ministério das Relações Exteriores (MRE) implementou no fluxo de emissão e renovação do passaporte brasileiro.

A mudança traz impactos diretos na logística diária de quem precisa do documento, combinando uma excelente notícia financeira com a necessidade de um planejamento muito mais rigoroso. A seguir, explicamos detalhadamente as novas regras de impressão, os novos prazos e a redução histórica nas taxas consulares.


Centralização na Casa da Moeda: como funciona o novo fluxo

Até recentemente, a maioria dos consulados e embaixadas do Brasil ao redor do mundo processava, aprovava e imprimia o passaporte físico diretamente em suas próprias instalações. No entanto, desde julho e agosto de 2026, esse modelo mudou.

Agora, o processo de confecção foi centralizado. Os postos consulares em países como Estados Unidos, Alemanha, Portugal e México passaram a enviar os dados coletados diretamente para o Brasil. A Casa da Moeda do Brasil (CMB) é a responsável exclusiva por imprimir os novos documentos e, em seguida, despachá-los de volta ao exterior para entrega aos titulares.

Essa medida faz parte de um projeto-piloto do Itamaraty que visa padronizar as emissões internacionais com as nacionais, elevar os padrões de segurança contra fraudes e otimizar os custos operacionais. Além disso, a centralização ajuda o governo a gerenciar um crescimento expressivo na demanda por serviços consulares, que registrou uma alta de 40% na procura por documentos nos últimos anos.


Prazos estendidos: o planejamento agora é indispensável

A principal consequência prática dessa logística internacional é o aumento no tempo de espera para receber o documento pronto. Como o passaporte precisa ser impresso em solo brasileiro e enviado de volta ao país de residência do cidadão, os prazos de entrega ficaram mais longos.


A boa notícia: taxas consulares reduzidas pela metade

Se a logística exige paciência, o bolso do cidadão ganhou um alívio expressivo. A Portaria MRE nº 664/2026, que entrou em vigor em junho de 2026, reduziu em 50% os valores cobrados em moeda estrangeira para a emissão de passaportes nas repartições consulares.

Essa redução busca aproximar os custos cobrados no exterior daqueles praticados no Brasil, facilitando a regularização de milhares de famílias brasileiras. Os novos valores médios praticados são:

(Nota: Os valores exatos podem sofrer pequenas variações locais de acordo com a moeda do país onde o serviço é solicitado. Recomenda-se sempre consultar a tabela oficial atualizada no site do consulado responsável pela sua região).


Casos de emergência: o que muda?

Com o aumento no prazo de entrega, muitos brasileiros se perguntam o que fazer em situações de viagem imprevista. O Itamaraty esclarece que a impressão local e imediata de passaportes diretamente nos consulados só será autorizada em caráter de emergência humanitária ou legal comprovada.

São considerados casos emergenciais válidos:

Atenção: Viagens de turismo, férias agendadas, casamentos ou passagens aéreas